sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Josh Groban

Hoje, que vai ser a consoada de Natal, posso adiantar-vos que já gannhei o dia, pus-me a pesquisar músicas no Youtube e não é que estando virada para o lado clássico deliciei-me com, e passo a redundância, deliciosa voz de Josh Groban.....realmente existem muitos talentos por aí e este homem ainda é sinal da qualidade dos jovens. Não é que eu não conhecessesse o seu trabalho, porque já o tinha visto em programas de televisão, mas ainda não lhe tinha prestado muita atenção. Agora vou sem dúvida seguir-lhe o rasto, não apenas aqueles nomes que já estão na praça e já têm 30 e 40 anos de carreira.

Enfim por enquanto era só isto que eu queria por enquanto.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Comeres de Natal

O Natal está a aproximar- se e neste post eu queria revelar-vos um pouco de como é passada a noite da consoada na minha casa e claro o dia de Natal.
Bem, eu acho que como todos os portugueses o dia 24 é sempre muito atarefado, levantamo-nos cedo e enchemos os supermercados, para comprar o bacalhau e essas o que nos falta. Na minha casa, em termos de ceia, não há muito problema porque uma vez que moro ao pé de Espanha e sempre fui muito influenciada pela cultura espanhola a nossa ceia é muito atípica: basicamente são tapas, queijo, camarão, sapateira, caña ( que é uma espécie de presunto, mas melhor), caviar, canapés, depois temos, ovas de cavala e enguias pequenas. Seguem-se então as sobremesas. Todos os anos, temos sempre salada de frutas e normalmente pêras embebidas em vinho, às vezes mousse de chocolate, bolo de iogurte e bolo de bolacha.
No dia 25, a parte mais tradicional que vamos ter é o bacalhau com couves e batata cozida! Temos sempre alguns bombons para nos entreter...mas também não somos daquelas famílias que se deite muito tarde ou que assista à missa do galo.
Antes, abríamos os presentes só à meia-noite e reuníamos toda a família materna, agora é só a minha família, mas continua a ser bom, pelo menos para celebrar o amor entre nós, e comer algo fora do comum.....
Já vos abri um pouco da minha caixinha privada, espero que tenho uma boa consoada

Lady Antebellum, ( para quem gosta como eu)

Picture perfect memories,


Scattered all around the floor.

Reaching for the phone cause, I can’t fight it any more.

And I wonder if I ever cross your mind.

For me it happens all the time.



It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.

Said I wouldn’t come but I lost all control and I need you now.

And I don’t know how I can do without, I just need you now.



Another shot of whiskey, can’t stop looking at the door.

Wishing you’d come sweeping in the way you did before.

And I wonder if I ever cross your mind.

For me it happens all the time.



It’s a quarter after one, I’m a little drunk,

And I need you now.

Said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.

And I don’t know how I can do without, I just need you now.



Yes I’d rather hurt than feel nothing at all.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.

And I said I wouldn’t call but I’m a little drunk and I need you now.

And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I just need you now.

Oh baby I need you now.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Crescimento

Nos contos de fadas tudo é perfeito, toda a gente é bonita, "loira, de olhos azuis", florestas mágicas, casas grandes e jardins labirínticos, mas tudo não passa duma bela história de encantar.
A vida real não é assim... é feita de experiências diárias, umas positivas, outras nem tanto.
O crescimento, custa, custa muito.
Quando nos deparamos com uma porta multifacetada de desafios, que pode mudar a nossa vida, temos medo de falhar tanto ao nível pessoal como relacional, como de amizades ou paixões, enfim da vida em sociedade. Eu tenho medo de falhar, vocês nunca sentiram isso, nunca acharam que o caminho mais fácil era deixar a vida passar ao vosso lado? ( Não que eu pense isso agora, mas já pensei, porque a fuga é sempre mais fácil).
É o passo de viragem na nossa vida, aquele que nos vai tornar responsáveis pelo nosso futuro, pelas pessoas que seremos daqui em diante, mas de repente também sei que não quero desistir, que vou conseguir vislumbrar o sol, mesmo que agora só vislumbre nuvens cinzentas, porque acima de tudo não quero desistir de mim mesma!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Música de Natal da minha infância

Adeste fideles,

Laeti triumphantes;

Venite, venite in Bethlehem;

Natum videte,

Regem Angelorum:



Refrain:

Venite adoremus,

Venite adoremus,

Venite adoremus Dominum!

 
Deum de Deo,

Lumen de lumine,

Gestant puellae viscera;

Deum verum,

Genitum, non factum:
(...)

Significado do Natal

Irrita-me um bocado que o verdadeiro significado do Natal não esteja dentro de nós. Pensamos em compras, consumismo, prendas, abundância à mesa..... e depois veêm as acções de solidariedade.
No outro dia ouvi nas notícias, que os portugueses este ano ajudaram mais na campanha do Banco Alimentar.... pois então eu pergunto, não há pobres o ano inteiro?! Porque é que somos hipócritas e fingimos que quem não têm nada é importante para nós...... se assim fosse, o Natal era todo o ano, ajudávamos na medida do possível, fazíamos campanhas ao longo do ano e não tirávamos uns dias para ajudar, para fingir que estamos de coração aberto ou que nos preocupamos.
Nós, cada um dos indivíduos que constitui esta sociedade, só queremos saber de nós próprios, de satisfazer os nossos caprichos, o Natal, é o expoente máximo dos efeitos de materialização em que a nossa sociedade se transformou, substituiu os valores humanos, a bondade, a humildade, o amor, por bens materiais...esses sim ocupam o nosso coração.....
No entanto, ainda tenho esperança, aguardo que haja quem pense como eu e no verdadeiro significado do Natal todo o ano, fazer do espiríto que nos assola nessa época, o pão nosso de cada dia..... afinal o Natal não é mais que poder estarmos reunidos com uma mesa diferente, a conversar e a rir.... o Natal na minha casa é todos os dias!!!!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desabafo congelado

Porque é que de vez em quando não somos nós a decidir como vai correr o nosso dia, o que vamos fazer, quem vamos encontrar, como vai estar o tempo?
Tudo planeado de forma a dar a equação perfeita= Dia Perfeito. Sem aborrecimentos, nem grandes excitações.
Não digo, o ano inteiro, mas três vezes ao ano, já era bom, termos estas oferendas dos Deuses. Todos nós fazíamos tudo à nossa maneira. Porquê é que os dias têm que estar tão frios, nublados, e chuvosos.... tristes... eu fico triste. Até gosto de dias frios, tudo na natureza tem a sua beleza, o Inverno também é claro, enrolarmo-nos nas mantas e encostarmo-nos nos ombros dos nossos pais, tomar um chazinho quente para confortar o estomago e alma...sabe tão bem!
Mas e quando estamos sozinhos em casa, sem ninguém para nos fazer companhia....que dizer, excluindo os meus pensamentos em turbilhão e confusos e por vezes tão introspectivos e dramáticos quem sabe...?! Sabe bem estar acompanhado dos nossos, daqueles que nos puxam para cima, e nos dão aquele abraço forte e às vezes nos chamam à razão.... agora não tenho isso e sinto falta......
Mas tudo tem o seu lado positivo..... em todas as vidas há o lado positivo...já não falta muito para nos reunirmos outra vez.....

terça-feira, 16 de novembro de 2010

non defined text

Vou enrolar-me na minha raposinha e tornar-me uma esquimó, daquelas com os olhos bem rasgadinhos e o rosto redondinho como o das crianças.
Vou recuar às minhas recordações e abraçar com muita força o meu pai. Sentar-me ao colo dele e aninhar-me como um pintainho desprotegido. Quero voltar a esses tempos, quero eternizar essas memórias e continuar a ser a filhinha do meu papá. Continuo a percorrer o meu caminho e aquecer-me na minha raposinha. Continuo a aquecer o meu coração, que por vezes, se encontra frágil e volátil aos acontecimentos diários. Vou recuperar forças!
Ai que saudades, abraço-vos pai, mãe, estou de novo convosco...sinto-me segura e protegida por  quem mais me ama, por um amor inexplicavelmente grade, cuja ligação nem eu consigo explicar. A ligação entre um pai e um filho, ultrapassa sempre o saber dum filho!
Estou bem, com saudades...muitas. Sempre com vocês no pensamento, sigo o meu caminho!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Never Forgotten

Esta é a mensagem que tenho para este dia. Jamais serás esquecido, meu querido avô. Hoje, como todos os dias, recordo-te com muita saudade e carinho, mas acima de tudo com boas recordações.
Sim, continuas presente, no meu coração e nos meus sonhos. Aí o tempo não parou para nós e eu posso matar as saudades que por vezes fazem o meu coração chorar.
Tenho saudades dessas tuas bochechas rechonchudas e de ver adormecer na noite de Natal, mas sei que estás bem e feliz, porque tu mesmo mo dizes. Estás junto ao ser supremo, aquele que nos criou e que nos quer bem, por isso eu estou tranquila e enquanto não nos encontrarmos desse lá, encontramo-nos nos meus sonhos.

Até já avô, Parabéns!!!!!!

sábado, 13 de novembro de 2010

Nem tudo pode correr bem

Nem tudo pode correr bem. Esta semana ia exigir muito de mim, em termos de trabalho. Uma apresentação na faculdade e ainda uma frequência, já sabia de antemão que ia ser puxado, por isso de certa forma, estou aliviada, porque por alguns dias estive a martirizar-me com o relógio (clock, clock). O tempo parecia nunca mais passar.
Agora já passou, a apresentação correru bem. É uma das coisas que mais gosto de fazer é apresentar trabalhos, é um pouco chato ter que estar a prepará-los, sempre demora o seu tempo, seleccionar a informação etc, mas depois gosto daquele nervoso miudinho. Mas de fazer frequências de estatística digo desde já que não gosto nada. Posso dizer, que me quando sai dali, senti que me tinham passado um atestado de estupidez, porque de facto a frequência era fácil, mas tinha as suas armadilhas. Não era de cálculo, eu ia preparada para fazer cálculos, mas não! O que nos pediram foi interpretação. Não sei se a minha visão era a mais correcta. o meu feeling não foi muito positvo, mas estou aliviada, já está feita. Pelo menos até sairem as notas não vou pensar no assunto.

domingo, 7 de novembro de 2010

Movimento Pijaminha

São necessários para o IPO pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino.

Então, muito resumidamente, se alguém vir esta mensagem e tiver roupa de quarto em excesso, já sabe o que pode fazer.

Obrigada!!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Monotonamente falando

Há dias em que não sabemos o que vamos escrever, mas na verdade existe algo que nos leva a escrever. Não que o meu dia tenha sido extraordinariamente bom, que algo se tenha destacado pela positiva ou negativa, mas tenho vontade de escrever.
Este fim de semana tem sido monótono, talvez por isso, eu queira veicular as minhas energias para algum lado. A única forma de não entrar em taquicardia é deixar aqui um rasurado desta minha mente tão embrulhada.
Há dias em que sabemos logo ao acordar que as coisas não vão correr da melhor maneira, deduzimos logo a resposta dos outros sem ser preciso enviar a mensagem para o telemóvel. Não gosto de dias como estes, estudar, estudar , estudar, mal entendidas e stresses....mas porquê? não existe a comunicação, a linguagem, então porque não fazer uso dela e esclarecer os pontos de vista. Não gosto de deixar as coisas em suspenso, mas também não gosto de valorizar o que não deve ser valorizado. Há coisas que não têm valor suficiente para serem valorizadas.
Então todas estas coisas se têm passado ao longo do meu fim de semana, e a que menos me incomodou foi a preparação da frequência que tenho para a semana. Sou eu e mais 155 alunos, estamos todos no mesmo barco, cada um com as suas dúvidas e incertezas, mas vou tentar manter-me positiva e trabalhar para obter os melhores resultados possíveis!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Copo meio cheio ou meio vazio?

Este poderia ser o titulo de outra coisa qualquer, mas neste caso refiro-me a uma situação expecifica: à forma como encaramos a vida. Bem, se ontem para mim a vida era o copo meio vazio, hoje já é o meio cheio. Vou tentar continuar trabalhar sempre por esta perspectiva, não me causa tanto sofrimento, nem tantas rugas:)
É muito engraçado e ao mesmo tempo difícil estabelecer relações com outras pessoas. Ao principio é tudo rosas, ninguém tem defeitos, mas aos poucos as falhas vão aparecendo, porque afinal faz parte da condição humana. Agora para mim a questão reside em: conseguiremos nós, trabalhar em conjunto estas nossas falhas? Refiro-me às relações amorosas, relações profissionais, de amizade etc.
Enquanto que, e falo a titulo pessoal, na família, o espaço de manobra é maior, são-nos permitidos mais deslizes e estarmos mais à vontade, em sociedade as normas e regras obrigam-nos a uma outra conduta. Certo ou errado?! Não me cabe a mim julgar um processo que vem de gerações em gerações, o que eu me proponho a reflectir é a intransigência diária com que me deparo. Tornámo-nos ser pouco flexíveis, mergulhámos no nosso próprio mundo, não queremos saber das opiniões dos outros.


Hoje o meu copo meio cheio quer acreditar que existe ainda uma ínfima gigante percentagem de pessoas que como eu se propõe a este tipo de reflexões.

Não sei se estou certa, não sei se existe algum parâmetro para certo ou errado, de qualquer das formas, vou continuar a manter a minha essência, a seguir o meu rumo, tomando as minhas decisões de acordo com os valores de honestidade, integridade, dignidade, respeito, bondade. QUEM QUISER QUE ME ACOMPANHE, SERÁ MUITO BEM-VINDO!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Came back

Depois de tanto tempo, voltei a escrever. De facto com o início das aulas, nem tenho tempo para actualizar o blog. Não é que ele sirva para a comunidade ler, serve mais para eu expor os meus pensamentos e quando me apetecer ler, mas a minha vidinha tem estado muito ocupada.

Nesta fase, tenho que mudar de registo aqui no blog, afinal este é também de todas as cores. Na verdade gosto de escrever textos que sejam subjectivos, sempre com um toque pessoal, mas depois de muito reflectir e puxar pela cabeça, cheguei à conclusão que não estou agora para aí virada. Agora vou dedicar-me às reflexões ou qualquer coisa que eu ache que mereça ter lugar neste crédito.
Sendo assim, vou fazer apenas um balanço deste último mês e tal:
- as aulas começaram, as expectativas eram as melhores e estão a ser as melhores, a vida académica é excelente, o ritmo é muito bom e muito mais independente. O que é mais chato é que temos que estar sempre em cima do acontecimento, na reprografia a comprar fotocópias ou a preparar apresentações, de resto consegue-se gerir tudo.
A verdade é que estava a preparar-me para uma realidade pior.
- as primeiras duas semanas foram um pouco complicadas, estavam muito ansiosa porque não sabia como ia reagir face ao desconhecido. Não tinha medo das aulas, mas de não ter amigos. Hoje já consigo olhar para trás e rir da situação. A pouco e pouco vamos conhecendo as pessoas e criando o nosso próprio grupo. Na minha faculdade, mesmo assim é um pouco mais complicado darmo-nos com as pessoas, só no aspecto de que nós é que fazemos o nosso horário. Mas eu sou aquilo tipo de pessoa que acredita que quando dois querem as amizades constroem-se.
- Tenho conhecido, graças a Deus, pessoas muito simpáticas, totalmente diferentes de mim, outras parecidas, mas todas com um espirito aberto.
- Em termos de alunos, há claro quem manifeste mais interesse pelas aulas e quem converse e esteja naquela de ir fazendo.
Eu até agora estou a gostar, as aulas, algumas conseguem ser maçadoras, mas há que ver pelo aspecto positivo, não vai ser sempre assim. Pelo menos é o que espero. Também se não tivermos uma boa base teórica o que era feito de nós!
- Ainda só saí uma noite, quer dizer, duas. Uma vez fui com umas amigas da faculdade, fui giro, mas para mim a noite do estudante era ao sábado e não à quinta....sexta há aulas as 9horas. A noite da Medicina também foi engraçada, o pior foi o frio que se fazia sentir em Lisboa quando saimos.
Enfim, acho que as actualizações estão feitas.... SO FAR SO GOOD!!!!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Primeiro ensinamento para os estudantes de Psicologia

"É preciso auto-disciplina interior, maturidade intelectual, seriedade moral, senso de dignidade e de responsabilidade, todo um renascimento interior do proletário. Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo."

Rosa Luxemburgo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Incerteza

E quando o sol está tapado de nuvens? A ansiedade instala-se, a incerteza do futuro assenta arraiais. Será que estamos a ser postos à prova? Iremos baixar os braços?
"Deus é o nosso refúgio"..... Faz-me caminhar em frente, com passos nervosos, mas esperançosos de que tudo vai acalmar. Mudança? Venha ela..... Medo? vou vencê-lo......... TODOS OS DIAS

quinta-feira, 24 de junho de 2010

E agora o que fazer?

E agora o que fazer quando deixei para trás toda uma estrada de recordações, composta das mais doces e duras memórias?
Vou ficar outra vez na dúvida e com medo de dar o passo em frente ou irei despidir-me de temores que no meu estado consciente não têm razão para existir?
Não tenho medo! Bem, gostava de dizer isso com clareza e sinceridade, mas não é verdade. Tenho medo, sim, sinto borboletas na barriga só de pensar...... Tenho medo do desconhecido, do território de águas pantanosas que eu sei que espera por mil e por milhares deles. Estaremos todos juntos nesta caminhada, ou dissiparnos-emos como se de fantasmas nos tratássemos?
Vou com medo, sim, mas vou.....ele não me impede de caminhar em frente!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 22 de maio de 2010

Tão perto, mas tão longe

Saudade de alguém que esta longe é mau, saudade de quem está ao nosso lado é pior ainda.
É isto que eu sinto quando penso em ti. Saudade, uma enorme saudade dos momentos cúmplices e divertidos que passámos juntas.
Voltei a ser aquela criança pequena que um dia conheceste carente, insegura, medrosa. Isto porque não te tenho a ti para me protegeres com as tuas garras de leoa assanhada.
Era tão bom quando andávamos de mãos dadas, e quando tu refilavas comigo por eu estar muito tempo à janela.
Tenho medo de perder um dia a memória deste meu passado contigo, choro com medo da impossibilidade da saudade se tornar uma diária da nossa relação.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Campeões

Campeões dentro de campo e fora dele. O Benfica é o novo campeão nacional e milhares de pessoas espalhadas pelo mundo fora fazem a festa pelo tão esperado e merecido titulo.
Mais uma vez foi uma mescla de emoções pela tarde e noite adentro. O coração começou a bater mais forte, as lágrimas começaram a correr e os gritos de apoio e agradecimento à equipa de todos nós não cessaram. Sentimentos comuns a seis milhões de benfiquistas que não terminaram no domingo. Hoje, Terça-feira, a boa-disposição e esperança estende-se não apenas ao campo do futebol.
Como é saboroso que o Benfica seja campeão, estamos todos mais confiantes e eu até esperançada em relação à economia.
Não mais resta dizer, basta ver os muitos vídeos que se fizeram no marquês de pombal, nos aliados e em todo o país.
Digam o que disserem, o Benfica foi inegavelmente o melhor, somos campeões em 2009/2010. Parabéns a todos nós!!!!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Elas que são colheres que se entendam.

Normalmente utilizamos o garfo para quase todas as refeições. No entanto, as colheres servem para devorar os mais deliciosos e cremosos pratos. Tudo o que seja mousse ou geleias. A colher grande é crente na mentira que lhe contam, por ser mais vistosa tem um impacto que a colherzinha ou o garfo. Mas não, de facto não é verdade que aquele mastro seja um veículo de boas sensações gustativas nas pessoas.
Já viram a viagem que estes talheres percorrem todos os dias, desde o momento em que saiem do armário, passando pelo momento mais importante, auxiliando-nos, indo por fim para a máquina de lavar Realmente, se não fossem eles, teríamos preservado hábitos de populações primitivas, comer com as mãos. Não digo que por vezes não seja mais satisfatório poder dar aquela chupadela depois de estarmos pegajosos, mas não posso deixar de lhes dar o devido crédito. E a competitividade que existem entre eles? Uns porque querem ficar à nossa vista, outros porque preferem ter mais descanso e não ser utilizados tão frequentemente. Se distribuirmos as colheres num mesmo espaço, ainda é pior, grandes e pequenas querem sempre a nossa atenção, empurram-se umas às outras para o brilho ofuscar a outra.

Muitas vezes a raquítica e discreta colherzinha vem em auxílio do garfo para o pedaço final. É bolo de bolacha. Quem não gostava de inscrustar a sua "METALicidade" no mais macio bolo?
No fim todos estão sujos, o garfo de imparcialdade,a colher grande de azia e a pequena de satisfação.É altura própria para se dizer, elas que são colheres que se entendam.

Conversa sobre Carapaças


Quando saio da minha carapaça, deparo-me com uma triste realidade, as pessoas são cada vez mais imaturas, instáveis e mais difícies de agradar. Continuo sem saber a quem recorrer, não me identifico com a maioria delas, não sei; não é por umas terem uma carapaça mais bonita que a minha..... ou mais adornada, todos nós somos diferentes.
No outro dia, pude constatar na diversidade de carapaças que por aí existem. As grandes, pequenas, raquíticas, encurvadas, esbeltas, mas cada uma  estava colorida com pormenores só seus, tornava-as mágicas. Isso satisfez-me, fez-me ganhar o dia, saber que, por um instante, continuamos a não ser cópias uns dos outros e onde quer que eu vá registo novas carapaças na minha memória fotográfica.
Hoje estou triste, ou talvez seja melhor dizer, desapontada, não com a generalidade das pessoas, mas com as carapaças mais jovens e aquelas que se estão a formar. Gosto de pensar que é apenas uma infíma parte da população que é imatura, materialista, egoísta etc, no entanto, começo a ter uma amostra, dentro do meu estudo estatístico mental, bastante elevada.
Para isso, não é preciso conhecer as carapaças profundamente, basta uma troca de palavras, ver o seu comportamento os gestos, até mesmo os silêncios. E de quem é a culpa? Será da geração dos meus pais que mimou demasiado os filhos e não os preparou para o mundo? Será também nossa, dos jovens? Será que para crescermos é preciso ter algum tipo de dor para ver a vida com outros olhos?!
NÃO SEI!!!!!! Talvez, eu e aquela generalidade que eu quero acreditar que existe, possamos remar contra a maré. Até lá, muito músculo temos que ganhar para fazer face a tantas horas no mar!!!!!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Momentos


Momentos. A vida é feita de momentos. Pequenos suspiros saborosos e doces que passam por nós sem darmos conta. Momentos de adrenalina, excitação, que nos impelem para cometer as acções mais inconsequentes das nossas vidas. Aquelas que não são pensadas nem ponderadas nem um instante; momentos em que acreditamos que somos intrasponíveis e que daí em frente a nossa vida só tem subidas.
No entanto, chega uma altura em que suspiramos mais profundamente, devo mesmo dizer, respiramos e ganhamos a consciência de que o "tal" momento passou enquanto estavámos a dormir a nossa sesta diária.
Seguem-se os dias normais, com pequenas brechas mais positivas, mas nada que nos faça dar pulos de felicidade ou vontade de conquistar o mundo num veleiro.
Nos pequenos grandes suspiros amargos e salgados, a vida desmorona-se e todos os planos de conquistar o mundo num veleiro são esquecidos. Queremos deitar a cara na almofada e ficar ali aninhados, esperando que o sal das lágrimas se torne menos salgado e o tempo proteja as boas recordações e não distorça as amargas.
A minha vida é feita de momentos, o que a torna com tanto sentido e especial. Não existem alturas perfeitas, pessoas perfeitas, circunstâncias, acções etc, mas posso fazer com que todos os momentos sejam os "tais"!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Relato de uma mulher com cancro

Quando estava a passar a mão pelos meus lindos cabelos, um punhado deles fica arragado a ela.
O dia tinha perdido toda a graça. Eu já sabia que isto ia acontecer, mas não esperava que fosse tão cedo. Desde que os tratamentos começaram, que tenho tentado postular no fundo das minhas emoções o facto da minha invejada cabeleira se perder. Para dizer a verdade, tenho passado mais tempo deitada a descansar ou com os olhos fechados,  do que a fazer outra coisa. Não são apenas os efeitos secundários do tratamento, como o cansaço, as náuseas e a perda de cabelo, mais recentemente, mas o facto de agora já não me sentir feminina perante o meu marido. Como vai ser daqui a pouco tempo quando ele me estiver a acariciar e vir que eu tenho peladas na minha cabeça?
Sinceramente, não penso que ele continuo a dizer que eu sou a mulher mais bonita deste mundo, porque a verdade é que não sou.... como posso ser sendo CARECA?! Aquilo que me orgulho está a perder-se e eu não posso fazer nada, a não ser ouvir as palavras consoladoras daqueles que não experienciam na própria pele o que é ter cancro e deixar de se sentir feminina.
Oh, por favor, deixem-se dessas frases já feitas de que o cabelo vai crescer, eu quero é o meu cabelo agora para poder lutar contra a doença, para poder fingir a vida que antes tinha. Gostava de viver na ilusão, gostava de ignorar o problema, a doença, sei lá, fugir a estes sentimentos difusos, mas não posso.
Cada vez que passo a mão pela cabeça acordo para a realidade da minha vida, sou uma doente careca com cancro, que deixou de ser atraente, de quem todos têm pena.
Eu não tenho pena de mim, odeio que me vejam como fraca, posso ser fútil e querer conservar o meu cabelo, afinal que mulher não gosta de ter uma figura vistosa?
E quando me viro para o meu marido, pergunto-me onde vou buscar a mulher que ele conheceu, por quem se apaixonou, se eu mesma não me encontro a mim mesma......

Eu não existo sem você- Vinicius de Moraes

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim


Que nada nesse mundo levará você de mim

Eu sei e você sabe que a distância não existe

Que todo grande amor

Só é bem grande se for triste

Por isso, meu amor

Não tenha medo de sofrer

Que todos os caminhos

Me encaminham pra você



Assim como o oceano

Só é belo com luar

Assim como a canção

Só tem razão se se cantar

Assim como uma nuvem

Só acontece se chover

Assim como o poeta

Só é grande se sofrer

Assim como viver

Sem ter amor não é viver

Não há você sem mim

Eu não existo sem você

Alentejo

Por entre as ramagens baixas e verdis, vislumbrei ao longe, a paisagem do meu Alentejo.
Terra solarenga e plana que, por entre as oliveiras e os cantares das suas gentes, me leva até à nostalgia dos meus antepassados. Sento-me, como muitos outros o fizeram, debaixo de uma árvore, em plena hora de calor. O sol faz uma onda, lá bem ao fundo, uma ilusão forte que queima os meus olhos e faz com que evite olhar para o horizonte. Trago comigo tudo o que preciso para as próximas horas, a água, o pão esfregado num pouco de alho e regado com azeite e proponho-me a relaxar.
Não será difícil fazê-lo, a agitação das cidades grandes ficou para trás, o Alentejo é outro mundo ainda por descobrir. Os carros passam muito de vez em quando e, eu tenho tempo para descansar um pouco.
Quando estou de regresso a casa, pela estrada mais próxima, encontro as pessoas conhecidas, quer isto dizer, toda a gente, senhores mais velhos com os seus boinas na cabeça, senhoras a conversar à porta de casa, miúdos a brincar nos jardins e, de repente pergunto-me, olhando para os olhos dos mais velhos, Será que aquelas mãos calejadas pelo trabalho do campo trocariam a vida pacata do nosso Monte Alentejano, pela agitação e indiferença da cidade?
Eu, estendo os meus ramos a outras paragens, mas as minhas raízes estão enterradas no Celeiro de Portugal, onde ainda se encontram gentes de fundo genuíno e bom.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amor de veludo


Depois de me envolver nos seus longos e perfeitos braços, começou a acariciar, com a sua mão esquerda, o meu rosto que ele costumava chamar de veludo.
O tempo tinha parado para ambos. Estávamos agora fixos no olhar um do outro, na paixão e segurança que mutuamente nos transmitíamos.
Devagar, fomos aproximando os nossos rostos e entrelaçando as mãos. Eu conseguia sentir o calor que as suas mãos emanavam. Parecia que estavam a arder e, eu ardia com elas, à medida que gentilmente, ele percorria os meus braços e o meu rosto.
Ardia por dentro de desejo e paixão para que o nosso amor se fundisse num primeiro beijo, aquele que selaría a caminhada que juntos percorreríamos.
                                                                (..............)
Agora pertencia-lhe. Sabendo que seria livre de tomar as minhas decisões, sabia no mais profundo do meu ser, que não mais seria livre tal como em criança.
Agora, era leal a este amor, a este grande amor, impregnado nos meus ossos, na minha pele, nas minhas palavras.
Não queria deixar de fazer parte dele, mesmo que fatalmente isso me pudesse trazer sofrimento, caso um dia ele partisse.
Não conseguia não depender daquele amor que era um vulcão em fúria, que me fazia querer mais e mais, divinamente mais vida!

terça-feira, 30 de março de 2010

Bem-vindos ao mundo encantado do algodão doce

Regressei ao lugar mais doce do mundo,aos sonhos da minha infância. Um lugar espaçoso, colorido, com um trampolim onde eu e os meus amigos podemos saltar.
Nos sonhos da minha infância tudo se resume à quantidade de acúçar que eu introduzi na receita. Hoje decidi fazer algodão doce, aquele que faz com que chateemos os pais quando vamos à feira popular, nos faz ter dor de dentes e de barriga, mas no final traz-nos uma satisfação de missão cumprida.
Ainda se lembram como era difícil convencer os vossos pais a comprar-vos guloseimas?
Algodão doce, pedacinho doce do céu que se desfaz nas nossas bocas e nos acalenta os sonhos mais genuínos, simples e descomprometidos.
Hoje provei algodão doce, vivenciei de olhos abertos a caminhada que fazia com a minha mãe até à feira, alegre da vida, porque os meus sonhos se iam realizar, conduzir carros de criança como se fosse uma adulta. Mais, hoje comecei um negócio. Aqui, bem ao lado da minha casa, tenho um  carrinho de algodão doce encostado. É pequenino e simples, mas bem bonito. O meu algodão algodão doce, é especial, está polvilhado com os meus sonhos e esperanças. O seu sabor é sempre diferente, consoante os fios serem mais ou menos espessos. Não vou trocar o meu carrinho por nada. Fazê-lo seria desistir do mundo encantado da minha infância e insistir num desencantado mundo que não me pertence.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Hoje esbugalhei os olhos ao mundo


Hoje esbugalhei os olhos ao mundo para poder ver as coisas ao meu redor. Com os olhos bem abertos, pude constatar que a realidade da minha consciência não era até à data a realidade dos passarinhos que cantam todos os dias pela manhã na beira da minha janela, nem dos senhores dos camiões que encontro depois de uma longa jornada de trabalho.
Já se interrogaram, quantas vezes, aparentemente, estando com os sentidos alertas, pensamos que somos sensíveis para o mundo e participamos dele, mas no fundo, continuamos num profundo sono latente, adormecidos e com uma crença inabalável de que nada nos vai afectar?
Hoje despertei com o meu habitual e irritante toque do despertador..... não apenas isso. Apalpei as coisas duma outra forma..... as maçãs que estavam na fruteira desde a semana passada e que eu mal reparada adquiriram agoram um brilho e um sabor especiais. O sol que vislumbro por entre as várias formas das nuvens, tornou-se mais quente, maior, mais brilhante, não apenas ao meu alcance.
Quero continuar com os olhos esbugalhados, quero que as pessoas as meu redor também esbugalhem os olhos para podermos todos aquecermo-nos em torno deste incomensurável mundo perdido nas ruas, nos rostos de cada um, na intimidade de cada ser.
Não estranhem se a partir de hoje, me encontrarem com os olhos esbugalhados, vou tentar mantê-los bem abertos para a realidade da minha consciência não mais adormecer.

domingo, 21 de março de 2010

Benfica te amo

Obrigada meu Deus por esta vitória do meu clube, BENFICA.
Parabéns a todos os benfiquistas espalhados por esse mundo fora. Vamos acreditar que este ano vai ser um ano de festa e conquistas.
Aproveitem este clima de positivismo para fazer as mudanças necessárias na vossa vida, desde que seja para melhor claro....

VIVA O BENFICA, O MAIOR E MELHOR CLUBE DO MUNDOOOOOOOOOOOO.....


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.



Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...

Mas sê o melhor no que quer que sejas.



Pablo Neruda

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do Pai

Não posso deixar passar este dia, sem desejar ao meu querido e amado Daddie, um feliz dia. Sim, papá feliz dia do pai, parabéns, e obrigada por seres o pai que és, pelas experiências que me tens transmitido, por nunca teres desistido de mim.
Obrigada por estares presente na minha vida e seres a pessoa carinhosa e compreensiva que és. Todas as conversas, discussões, convívio vão ser muito importantes para a minha formação. "Como tu mesmo dizes, a experiência com cada filho é sempre diferente". Pela paciência e tolerância papá, faço e continuarei a fazer votos de que sejas feliz acima de tudo.
Amo-te acima de tudo!

Entre o sonho e a imaginação

Entre o sonho e a imaginação venci heróis de banda desenhada e de outras galáxias. Vivi em tempos que não os meus, com vestes compridas, justas que me fizeram transpirar a cada cem metros percorridos.Falei línguas arcaicas e comi javalis que eu mesma caçei.
Entre o sonho e a imaginação percorri o mundo descalça, sozinha, com uma pequena mochila às costas. As roupas sujas recordavam ainda os dias em que era a convidada de honra das populações locais.Pelos trilhos mais inóspitos, revoltei-me contra as mágoas que carregava, lutei contra a solidão que senti e contra a loucura de não comunicar  com ninguém a não ser com a minha consciência.
Quando tentei ajudar o mundo, as crianças que necessitavam, acordei sobressaltada. Era uma chamada de atenção. A realidade estava a reclamar por mim. Nunca serei capaz de ajudar todo o mundo, nem tão pouco aquilo que a minha imaginação tenta alcançar. No entanto, continuo a divagar no sonho da imaginação colorida de um mundo feliz e eu, vencedora ao longo dos tempos.

sábado, 13 de março de 2010

Alice


Alice era diferente das outras meninas da sua idade. Mais madura, mais determinada, sonhadora e empenhada sofria por ser aquilo que ela nunca desejara ser: Centro das atenções. Menina de caracóis loiros e olhos azuis, já captava a atenção dos coleguinhas da turma, mesmo que essa não fosse a sua intenção. Aparentemente, Alice vivia num mundo idílico, tinha todos os presentes que queria, os pais estavam sempre presentes, os irmãos eram os seus melhores amigos. No entanto, a realidade que vivia por dentro, de idílica nada tinha. As colegas da escola tratavam-na mal, excluíam-na das brincadeiras, invejavam-na pelas notas escolares e Alice sentia-se cada vez mais pressionada a ceder as vilanidades das pequenas criaturas. Parecia que o inferno não ia nunca terminar, que Alice jamais conseguiria enfrentá-las e tomar uma posição. A timidez prendia-lhe os movimentos, as palavras ficavam congeladas no seu cérebro. Todos os dias, quando chegava a casa, ia para o seu quarto, refugiar-se, desafogar e chorar.
Os anos passaram e Alice começou a conviver com a solidão. As vilanzinhas seguiram para longe, mas a Solidão ocupou o lugar delas. Incrustou-se na sombra da jovem, para onde quer que ela vá, também a Solidão vai atrás.E os sonho de um dia ser princesa?
Esse cessou, na manhã que gozaram com ela.

Alvo das feras


E sentes-te diferente dos outros, isolado, sozinho e incompreendido. Envolves-te cada vez mais com a situação e magoas-te, talvez mais que num desgosto de amor. Desilusões amorosas são sempre as piores do mundo, as mais dorolosas e mortais, mas são as que acabam por sarar mais depressa. A vida é injusta quando os outros são injustos contigo, quando te julgam por uma palavra descontextualizada ou dita de um modo mais ríspido. Tornas-te o alvo de todas as feras. Viras a atracção do circo, com uma audiência passiva que nada faz para te proteger pu para denunciar a situação. Cúmplices, cobardes aqueles que aparecem no teu funeral a depositar uma coroa de flores e a dizer aos teus pais o quanto gostavam de ti.

Sem título

Quem não sente às vezes que o túnel está bem escuro? Não me refiro ao túnel da Luz, claro, sim ao caminho que todos os dias percorremos. Por mais que nos esforçemos para não tropeçarmos, acabamos por o fazer, a vida é cheia de provações, as pessoas ao nosso redor são exigentes, assim como nós próprios. Serve um pequeno desvio para estragar o nosso estado de espiríto? Pois, depende, normalmente, devemos dar a volta por cima, encontrar escapes, a escrita é um paraíso perfeito para isso. Ninguém te critica, falas contigo mesmo, e chegas, nos teus melhores dias, a uma conclusão. E as perguntas que me assolam quase nunca são respondidas, porque quem está à minha volta não se sente preparado para tal, sentem-se acussados e controlados, não sendo essa a minha intenção. O mundo é feito de uma espécie comum, mas tão diferente que complexivamente muitos dos seus habitantes jamais serão decifráveis.

terça-feira, 9 de março de 2010

A vida não é cor de rosa

Não constatei ontem nem muito menos hoje que a vida não é cor de rosa, mas há dias que são verdadeiramente negros. E porque é que os pais nos contam histórias com princesas e princípes se depois eles são uns sapos? Bem, nem todos, mas a grande maioria é. 
E quando constatamos que o Pai Natal não existe....é uma desilusão, e a fadinha dos dentes.... Não percebo porque é que nos criam ilusões se sabem que depois vai acabar. Era tão mais fácil se a vida nos fosse apresentada como ela é, por vezes cruel, injusta, amarga. E o meu novelo cor de rosa, começa pouco a pouco a desenrolar-se com as notícias de crianças a morrer à fome e sem poderem ir á escola, com catástrofes naturais a assolar o nosso planeta. No fim de contas, não consigo parar de questionar-me sobre a vida e entristecer-me por eu ainda ter cor de rosa e algumas pessoas por essas ruas do mundo fora, terem apenas conhecido a parte negra do novelo.
E depois não digam que os sonhos não se podem tornar realidade. Eu estou prestes a realizar um que queria há muito tempo. Há borboletas na minha barriga!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Adolescência choraminga

São lâminas incandescentes que perfuram invisivelmente o alma, o coração. Uma ferida que está infectada e sangra, arde e dói. Tornam-se mais afiadas à medida que caminhamos para a ponta. A intenção é magoar.
Uma chuva miudinha de lâminas cai-te em cima sem que estejas à espera, sem que possas proteger-te com o teu escudo. Este ficou nas muralhas do teu castelo. vais morrer duma dor que geme dentro de ti e se esvai em lágrimas. Será uma tragédia e uma grande perda para a vila.
Os preparativos para o funeral começam enquanto sozinho chegas até ao fim, espremeste mais um pouco para a lágrima final.
É dia, está sol, abres a janela do quarto. Não estavas certo que irias morrer, afinal parece que sobreviveste, parece que não foi desta!

Despedida


Ele escreveu-lhe um bilhete, não teve coragem de se despedir.
- " Não podia ver o teu sofrimento, transfigurado numas lágrimas que eu nunca desejei. Está na minha altura de ir. Desculpa, não consegui ficar a teu lado, à espera que definhasses, a ver que o amor que se acendeu em nós, pouco a pouco se apagava por as memórias que vão sendo esquecidas.Nem tu nem eu temos culpa dos danos irreparáveis que estás a ter, mas não é justo para o meu coração conservar as tuas últimas memórias como de uma pessoa que não se lembra da vida que viveu, da história que partilhámos, da fusão que jurarmos formar até ao fim... Sou fraco, vou agora enquanto ainda sabes, ou me tens dentro de ti, para que consiga viver o tempo que me resta com gratas memórias da mulher que escolhi para estar a meu lado. Não te vou perguntar, se te lembras de alguma coisa, apenas dizer-te que fui feliz e vou continuar a sê-lo com estas agradáveis recordações da jovem alegre, activa, honesta, leal que sempre esteve a meu lado. Amo-te minha jovem, mulher e idosa. só te conheci a ti. Desculpa mais uma vez, mas não quero conhecer a outra pessoa."

Saudosismo Passado

Tenho saudades do conhecido desconhecido. Confuso, bem o sei. Faz-me falta as palavras de esperança e optimismo que este rosto fino de apolo me dava.Saudades do passado, dos tempos de criança, em que somos espontâneos e ninguém leva a mal aquilo que dizemos. E o que perdi? Não sei se perdi ou ganhei. Talvez os dois. Nunca na vida se consegue o pleno. Custou, sim. As confidências que se foram, a troca de papelinhos nas aulas, as gargalhadas, o pensar que a vida nos vai sempre sorrir.
Ah, como era bom aquele tempo. Como é bom recordar, trazer ao de cima todas as emoções e memórias mais doces duma adolescência saudosista.
Tenho saudades de ti, conhecido desconhecido que remontas a um tempo para além desta vida. Também saudades de ti, de ti e de ti.
Fazem-me faltas os dias de Verão, em que me deito na areia duma praia escondida e fico admirando a lua com o som ondulante do mar por trás e converso comigo mesma.

terça-feira, 2 de março de 2010

Dizem que sou maluca


Os olhos são as janelas da nossa alma. sonho com o dia em que posso abrir essas janelas e ver que as pessoas lutam todas pelos mesmos ideais de amor, fraternidade, igualdade, justiça entre outros. Por vezes fico assustada e muito triste quando vejo que lá fora, os meus vizinhos, não têm aquilo que eu tenho, comida, conforto, segurança, um abraço. Por essa razão resguardo-me e choro em silêncio. Não valerá a pena lutar? Com certeza que todos ânsiamos pelo nosso bem-estar e daqueles que amamos.
Mas somos tão hipócritas.... não fazemos da solidariedade uma bandeira de todos os dias, mas só do "às vezes" quando acontecem as grandes tragédias. Sim, é bom que as pessoas se unam em torno de uma só causa, mas catástrofes, pessoas a morrer à fome, crianças a ser exploradas são acontecimentos diários. Não são é relatados.
Sonho com o dia em que abro a minha janela e vejo que as casas dos meus vizinhos são iguais às minhas e que as crianças nas ruas estão a brincar e a sujar-se. O dia em que a escolaridade não é privilégio de alguns,mas vulgaridade do mundo, sonho com o dia em que a mulher consegue lutar pelos seus direitos e não vive oprimida. Dizem que sou maluca, que são batalhas perdidas....... A minha resposta é eu gosto de ser maluca!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Obrigada, meu Deus

Obrigada meu Deus por fazeres que eu confie em ti totalmente. Agradeço-te todos os dias os obstáculos que tive que enfrentar, mas que com a força que me deste consegui superar. A tua força torna-me todos os dias mais fortes, por isso eu te devo a mim a minha vida!
Senhor estiveste presente nos momentos que em que mais precisei, nunca me abandonaste, provaste estar a meu lado, a amparar-me, foste, és e serás sempre o meu porto seguro onde eu encontrarei a tranquilidade e a paz de esprírito que tanto preciso.
Não preciso de te ver fisicamente, porque sei, porque tive provas da tua existência. Estás no meu coração e na minha mente a toda a hora.
Desculpa-me, se por vezes não cumpro o caminho que tanto querias que eu seguisse.... tu bem sabes que sou um pouco teimosa, mas no fundo dou-te ouvidos.
Obrigada pela vida que tenho, rodeada das pessoas que escolheste que seriam as indicadas. Eu sei que jamais corresponderei a tamanha perfeição, mas esforço-me Senhor por não te envergonhar e por fazer da bondade um lema de vida. Amo-te, acredito, pertenço-te meu Deus,senhor.

"Uma flor para a Madeira"

Não nos devemos esquecer do Haiti e continuar a contribuir para reconstruir aquele país, mas bem perto de nós temos a nossa querida ilha da Madeira a precisar da nossa ajuda.É nestas alturas que todos nos temos que unir em torno de uma só causa. Não interessa o valor do donativo, o maior donativo é aquele que é dado com o coração.
Por favor não deixem que esta causa vos passe ao lado, façam a Madeira florescer novamente.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Palavras e mais Palavras

Eu não quero voar porque não tenho asas. Correr porque não sou veloz.Dizer piadas porque perdem a graça.
Quero caminhar passo após passo para que possa observar o mundo à minha volta. Chorar de alegria e tristeza quando tenho necessidade disso. Abraçar os outros sem precisar de pedir, sorrir para eles sem medo da rejeição, dar gargalhadas sonoras ao receber uma boa notícia. E depois quando estou entre amigos? Quero poder continuar a falar alto sem ter que justificar que é por causa da cera nos ouvidos. Nos restaurantes, continuar a mexer o café dos meus pais e  no final deitar-lhe açúcar lá para dentro e ficar mexendo, mexendo....
Quero viajar com os meus irmãos pela Europa fora, com os percalces que nos acontecem pelo caminho, e ser rabugenta, irritante, chatinha, faladora, enérgica, bem-disposta, respondona quando sou apanhada desprevenida.
Não quero ser aquilo que os outros querem que eu sejam, quero respirar este ar da mesma forma, continuar a ver o azul do céu com a mesma esperança e o amarelo do sol com o mesmo sentimento de aconhego, vibrar  com coisas insignificantes e supérfluas e depois fazer reflexões filosóficas que aborrecem quem ouve.
Esta sou eu, não uso máscaras, não me escondo por trás de ninguém....

Virado do Avesso

Foi depois que caí em mim. Ao ligar o televisor deparei-me com uma série de notícias sobre a justiça portuguesa que vinham a público. Os altos dirigentes do rectangulozinho pantenteados por um carácter imaculado viam-se estrangulados com a fuga das mesmas. E nós como reagimos?
Distraímo-nos em quintas do Facebook e a ler livros de vampiros. Há quem diga que as quintas até podem ser uma experiência muito prazeirosa, com as trocas entre porquinhos e vaquinhas. Não que eu tenha alguma coisa contra as quintas ou contra os livros, longe disso.
Bem, analisando a questão a fundo, o nosso conformismo e lacismo a algum lugar de destaque nos teria que levar não é? A sermos capas de jornais e notícias de abertura das televisões estrangeiras. Assim, de certeza que todos já sabem onde Portugal fica, lá bem ao fundo, na cauda da Europa.
Tive uma ideia, porque não nos dedicamos, todos a plantar mais nabos, já temos cá muitas, é verdade, mas parece que não suficientes.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Como dizia o poeta

"Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não"

Vinicius de Moraes

You must be the change you want to see in the world-Gandhi

“The world is round, the world is wide

What about the folks inside?
There is peace in places but not in all
That´s too bad for our big blue ball.
People of all colours we can find
To live in peace, we must be kind
Living together, white and black
Love and forgiveness is what is lack
Peace for all is what we seek
For our souls, we hope to keep.”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vive

Está na minha hora! Agora sou eu que te vou dizer aquilo que sinto. Sim, quero-te de volta, para me aqueceres as mãos, para nos rirmos juntas, para passearmos por aí sem rumo, perdidas pelas calçadas, felizes por estarmos juntas.
Está na minha hora de dizer que anseio por tudo isso e muito mais.
Oh, mamã, tenho tantas saudades tuas, saudades da tranquilidade que me transmitias, de me sentir segura cada vez que estou longe de ti.
Está na tua hora! Este é o teu tempo, a tua era, vive mamã, vive! Também está na minha hora, no meu tempo, na minha era.
Amo-te, incondicionalmente, amo-te.
Dá-me a mão, sempre que te sentires temerosa. Juntas caminharemos pelas calçadas, felizes, porque amo-te, incondicionalmente, amo-te!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Canteiro da sua infância

Uma rosa desabrocha no canteiro do seu quintal.
A avó rega todas as flores e fica ali, plácida, circunspecta a devorar com os olhos a majestuosidade e a vivacidade da pequenita rosa, que por entre lírios, malmequeres e violetas a transportam para o canteiro da sua infância. Um bocadinho de terra onde ela se misturava com os animais inobserváveis e rastejante. Terra molhada e cavada, preparada para gerar vida. O canteiro da infância onde foram enterradas as angústias, preocupações e lágrimas que adubaram, ano após ano o canteiro da avó e germinaram em alegrias, esperanças e amores.
De volta à realidade, a água miudinha que aqui e ali vai chovendo recolhe o carmim das saudades perdidas, do tempo que não volta atrás e que quer recuperar, o entusiasmo da criança que um dia tivera um sonho, espalhar rosas pelos canteiros do mundo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Boneca de Pano



Grata surpresa que a jovem recebeu. No dia em que foi passear para lá das montanhas encontrou, a um cantinho escondida, uma boneca de pano. Era pequenina, colorida, com  cabelos de chocolate. Os seus olhinhos respiravam ânsia de viver e voar, conhecer mundos e histórias, sensações e conquistas. E à medida que a jovem a conhecia, mais dela gostava- uma simples boneca de pano. As duas saltitavam pelos prados encostados às montanhas da vila e riam e confessavam coisas nunca antes ditas. Nascera uma amizade de cores  puras e verdadeiras, sincera e transparente, num dia em que alguém deixara cair Ana, num cantinho escondida, para lá das montanhas.

Rarefeito



Deixaste de respirar do teu próprio ar. As muralhas que circudam a prisão impedem-te de o fazer. Move-te e faz qualquer coisa. É isto a que chamas viver?
 Queres continuar a ser uma rémora sobrevivendo com os restos que os grandes tubarões te deixam?!
Reúne forças, as mesmas que tiveste quando deste à luz a tua cria. Quando vieres à tona verás o quão claro é o mar, o oxigénio puro que dele podes obter. Não esperes por uma ordem do grande, mas pequeno tubarão. Atira-te à descoberta bem para além dessas muralhas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A menina do meu coração



Jaz, a menina do meu coração. Pálida , com os olhos vazios, perde-se entre os muitos corpos que se amontoam na contagem final. Ninguém quer saber a sua identidade, a sua história, o que aquelas mãos agora pisadas um dia abraçaram.
Bem pequenina, a menina do meu coração, a minha menina esventra-se deste mundo sem poder sentir o sabor de uma conquista, as vertigens de escalar uma montanha.
Leve-a o vento e "espalhe" o que não mais me pertence, o coração da minha menina.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Para erguer uma bandeira

Vede, vede à vossa volta as casas empilhadas, o amontoado dos sapatos. Os grandes peixes e os peixes pequenos fugiram para bem longe. Não o querem ouvir...... mas estão aquelas duas crianças. O que lhe ides dizer?  Que é bonito elas lutarem pela causa que acreditam, sacrificarem a sua vida pela bala que trazem na mão? Vós que continuais a proclamar-vos mediador de conflitos, continuareis a estar sentado no cadeirão, a apertar a mão do vosso povo, a assinar tratados com outros, enquanto que elas lutam uma contra a outra.
Vão continuar a desgatar-se na expectativa de um dia poderem  erguer a bandeira. E de quem é a culpa? Os interesses comuns sobrepõem-se às vontades individuais, o conformismo à igualdade de direitos. Os livros são diferentes, mas tanto elas como vós são filhos Dele.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SOS Haiti

Deixo aqui esta mensagem de pedido de ajuda por todas as pessoas haitianas e não só, que neste momento estão a precisar do contributo de todos nós. Pode não ser muito, mas para quem vive diariamente com menos de um dólar, vai fazer a diferença toda a nossa ajuda. Quem puder ajude. Podem enviar o dinheiro para a Unifec e penso que através do World Food Programme ou mesmo da cruz vermelha. Para quem não tenha anotado, o número é 20999( entidade) e 999 999 999 ( referência). Você decide o valor da contribuição. AJUDE O HAITI AGORA, por favor!

O jardim das flores


Nada te impede, segue a tua vida, os teus sonhos. Voa bem alto até às nuvens, afasta-as e alcança o teu lugar ao Sol. Se sempre foste assim porque te vais limitar?
A vida floresce apenas uma única vez na sua mais esplêndida beleza com coloridas, cheirosas e frescas flores que tu deves regar e adorar. Cuidar todos os dias das florezinhas do teu jardim, das bravas rosas, que, por vezes são mais rebeldes à medida que crescem. Não te importes com o que os outros dizem. Trata apenas do teu jardim, transforma-o numa grande e bonita floresta exótica.
E quando as nuvens estiverem a tapar o Sol, sobe mais um pouco. Destapa-as e ilumina aquilo que tu fizeste florescer.

Nota

Todas as imagens ou desenhos aqui publicados não me pertencem. Os textos vêm assinados por mim, são da minha autoria e responsabilidade, mas as imagens apesar de ser eu que as escolho, não sou eu a autora.
Maria Margarida Mendes

Unhas arranjadas e Cabelo perfeito


O desfile tinha-a esgotado. Foram as conversas de bastidores, a maquilhagem e o cabelo. Mais os ensaios! No final sobraram os aplausos à roupa do estilista. Que interessa se ela tem nome?! O importante é o brilho, a magnificência da peça que ela tem vestida.
Não! Por trás do aparente circuito de materialismo profissional que executa dia após dia, ela conseguiu alcançar algo mais, ainda que coberto por uma maquilhagem e figura perfeitas.
Tornou-se uma mulher com metas e sonhos alcançados. Quebrou barreiras hipócritas duma sociedade que vive do brilho e da magnificência da peça que um dia a Cláudia, a Sofia ou a Maria ostentaram.

Afinal quem és?


Vês graça onde ela não existe,
porque graça nunca existiu.
Existem momentos de excitação e alegria
que te conduzem a um falso sentimento de credibilidade.

Ignoras quem não deve ser ignorado,
não dás valor a quem merece.

Desce, sê aquilo que sempre foste, pragmático,
E ama aqueles que mesmo na desgraça estarão incondicionalmente a teu lado.

Sorri


O sorriso faz a diferença para uma vida.

Sorri muito, com o coração.

Propaga essa energia àqueles que têm medo te de olhar
És a fada madrinha dos teus sonhos!!!

Estás só!





Estás só! Infinitamente só, porque amas e queres bem. Fica na tua e aguarda, estás em desvantagem. Quando menos esperares tudo volta ao normal. sim, confia! Aquilo que para ti sempre foi normalmente saudável, com todo o mundo a girar à tua volta, com os astros a vislumbrar a tua beleza e o calor e a luz que emanas.


Estás só, por agora, mas és GRANDE. Luta com essa grandeza que te fez conquistar esse lugar. Jamais te esqueças do que és, mesmo que todos os outros duvidem, és o REI-SOL!