Foi depois que caí em mim. Ao ligar o televisor deparei-me com uma série de notícias sobre a justiça portuguesa que vinham a público. Os altos dirigentes do rectangulozinho pantenteados por um carácter imaculado viam-se estrangulados com a fuga das mesmas. E nós como reagimos?
Distraímo-nos em quintas do Facebook e a ler livros de vampiros. Há quem diga que as quintas até podem ser uma experiência muito prazeirosa, com as trocas entre porquinhos e vaquinhas. Não que eu tenha alguma coisa contra as quintas ou contra os livros, longe disso.
Bem, analisando a questão a fundo, o nosso conformismo e lacismo a algum lugar de destaque nos teria que levar não é? A sermos capas de jornais e notícias de abertura das televisões estrangeiras. Assim, de certeza que todos já sabem onde Portugal fica, lá bem ao fundo, na cauda da Europa.
Tive uma ideia, porque não nos dedicamos, todos a plantar mais nabos, já temos cá muitas, é verdade, mas parece que não suficientes.
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