Quando saio da minha carapaça, deparo-me com uma triste realidade, as pessoas são cada vez mais imaturas, instáveis e mais difícies de agradar. Continuo sem saber a quem recorrer, não me identifico com a maioria delas, não sei; não é por umas terem uma carapaça mais bonita que a minha..... ou mais adornada, todos nós somos diferentes.
No outro dia, pude constatar na diversidade de carapaças que por aí existem. As grandes, pequenas, raquíticas, encurvadas, esbeltas, mas cada uma estava colorida com pormenores só seus, tornava-as mágicas. Isso satisfez-me, fez-me ganhar o dia, saber que, por um instante, continuamos a não ser cópias uns dos outros e onde quer que eu vá registo novas carapaças na minha memória fotográfica.
Hoje estou triste, ou talvez seja melhor dizer, desapontada, não com a generalidade das pessoas, mas com as carapaças mais jovens e aquelas que se estão a formar. Gosto de pensar que é apenas uma infíma parte da população que é imatura, materialista, egoísta etc, no entanto, começo a ter uma amostra, dentro do meu estudo estatístico mental, bastante elevada.
Para isso, não é preciso conhecer as carapaças profundamente, basta uma troca de palavras, ver o seu comportamento os gestos, até mesmo os silêncios. E de quem é a culpa? Será da geração dos meus pais que mimou demasiado os filhos e não os preparou para o mundo? Será também nossa, dos jovens? Será que para crescermos é preciso ter algum tipo de dor para ver a vida com outros olhos?!NÃO SEI!!!!!! Talvez, eu e aquela generalidade que eu quero acreditar que existe, possamos remar contra a maré. Até lá, muito músculo temos que ganhar para fazer face a tantas horas no mar!!!!!!!
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