Tenho saudades do conhecido desconhecido. Confuso, bem o sei. Faz-me falta as palavras de esperança e optimismo que este rosto fino de apolo me dava.Saudades do passado, dos tempos de criança, em que somos espontâneos e ninguém leva a mal aquilo que dizemos. E o que perdi? Não sei se perdi ou ganhei. Talvez os dois. Nunca na vida se consegue o pleno. Custou, sim. As confidências que se foram, a troca de papelinhos nas aulas, as gargalhadas, o pensar que a vida nos vai sempre sorrir.
Ah, como era bom aquele tempo. Como é bom recordar, trazer ao de cima todas as emoções e memórias mais doces duma adolescência saudosista.
Tenho saudades de ti, conhecido desconhecido que remontas a um tempo para além desta vida. Também saudades de ti, de ti e de ti.Fazem-me faltas os dias de Verão, em que me deito na areia duma praia escondida e fico admirando a lua com o som ondulante do mar por trás e converso comigo mesma.
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