sábado, 13 de março de 2010
Alice
Alice era diferente das outras meninas da sua idade. Mais madura, mais determinada, sonhadora e empenhada sofria por ser aquilo que ela nunca desejara ser: Centro das atenções. Menina de caracóis loiros e olhos azuis, já captava a atenção dos coleguinhas da turma, mesmo que essa não fosse a sua intenção. Aparentemente, Alice vivia num mundo idílico, tinha todos os presentes que queria, os pais estavam sempre presentes, os irmãos eram os seus melhores amigos. No entanto, a realidade que vivia por dentro, de idílica nada tinha. As colegas da escola tratavam-na mal, excluíam-na das brincadeiras, invejavam-na pelas notas escolares e Alice sentia-se cada vez mais pressionada a ceder as vilanidades das pequenas criaturas. Parecia que o inferno não ia nunca terminar, que Alice jamais conseguiria enfrentá-las e tomar uma posição. A timidez prendia-lhe os movimentos, as palavras ficavam congeladas no seu cérebro. Todos os dias, quando chegava a casa, ia para o seu quarto, refugiar-se, desafogar e chorar.
Os anos passaram e Alice começou a conviver com a solidão. As vilanzinhas seguiram para longe, mas a Solidão ocupou o lugar delas. Incrustou-se na sombra da jovem, para onde quer que ela vá, também a Solidão vai atrás.E os sonho de um dia ser princesa?
Esse cessou, na manhã que gozaram com ela.
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1 comentário:
Gosto, parece-me que temos um gosto especial por escrever sobre Alices. :)
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